segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Aproveitando as novas oportunidades


Eleição de Bolsonaro cria expectativa por aceleração de reformas
Entidades empresariais cobram ainda desburocratização e crédito barato
Publicado em 29/10/2018 - 17:08
Por Marli Moreira - Repórter da Agência Brasil São Paulo








O antigo clamor da classe empresarial de que o país precisa passar por reformas estruturais para retomar o crescimento econômico foi a tônica das manifestações das lideranças empresariais em torno da vitória de Jair Bolsonaro para presidência da República. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) ainda destacou a necessidade de diálogo com o Legislativo e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a redução da burocracia.

“Tenho a certeza de que, com a aceleração das reformas econômicas e institucionais, como a da Previdência e a tributária, o país se fortalecerá e construirá, nos próximos quatro anos, uma economia mais produtiva, inovadora e integrada ao mercado internacional”, disse por meio de comunicado, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade.

A aposta do setor, conforme revelou o líder empresarial, é que Bolsonaro possa formar uma base de apoio no Legislativo para a aprovação dessas medidas consideras por eles essenciais para o avanço da economia. “É imprescindível que os eleitos – o presidente da República, os governadores e os parlamentares – tenham liderança, ação e capacidade de negociação”, afirmou o presidente da CNI.

Já a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), as Federações das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDLs), as Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs), a CDL Jovem e o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) aproveitaram o momento para pleitear ações que melhorem as atividades do comércio.

Em nota assinada pelo presidente da CNDL, José César da Costa, o setor destacou que “é preciso, urgentemente, reduzir a burocracia e simplificar os processos que envolvem abertura, funcionamento e inovação das empresas. Além do mais, é fundamental avançar no desenvolvimento de políticas relacionadas à segurança pública, à infraestrutura e ao acesso a crédito privilegiando os empreendedores e, consequentemente, toda a sociedade brasileira”.

De uma forma geral, o mercado reagiu com otimismo à vitória de Bolsonaro, segundo especialistas. Já a agência de classificação de risco Moody’s cobrou mais clareza na agenda econômica do eleito para garantir mais confiança entre os investidores.

Reformas
A exemplo de outros segmentos da área produtiva, a CNI defendeu ainda o controle rigoroso nos gastos públicos, a eliminação do déficit público e a consequente redução da dívida pública. Além disso, na avaliação do líder empresarial, a economia do país só voltar a crescer de forma sustentada se houver segurança jurídica, entre outras medidas, como a ampliação dos investimentos em infraestrutura.

“O novo governo precisa encaminhar uma reforma tributária que simplifique o sistema, desonere os investimentos e as exportações, eliminando as distorções e a cumulatividade de impostos, bem como buscando a unificação dos tributos por meio da criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA)”, sugeriu Andrade. Ele também manifestou a expectativa de que sejam adotadas ações para facilitar a baratear o crédito.

Indústria gráfica
Em nota, a seção paulista da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abrigraf-SP) pediu “clareza na definição das prioridades e diretrizes da política econômica do novo governo”, além de redução da burocracia e diminuição de gastos públicos. Nesse comunicado a entidade também pede pressa nas mudanças pleiteadas.


“Acreditamos que Jair Bolsonaro será fundamental na manutenção dos valores democráticos e dos direitos e liberdades individuais de todos os brasileiros. Ressaltamos, porém, a urgência na promoção de ajustes fiscais, redução da interferência e do tamanho do Estado e a continuidade das reformas necessárias para o país, como a previdenciária, tributária e política”, disse por meio de nota

FecomercioSP
A necessidade de reformas também foi defendida pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). “O mercado e o setor produtivo esperam um novo governo que coloque de forma clara as medidas prioritárias e suas diretrizes sobre a política econômica. Além de promover ajustes fiscais, reduzir seu grau de interferência, possibilitar as reformas nas áreas tributária, previdenciária e nos gastos públicos e diminuir a burocracia, estimulando o ambiente de negócios”, diz a nota da entidade.

Para a Fecomercio, a “Reforma do Estado brasileiro precisa ser iniciada imediatamente”. Quanto à reforma da Previdência Social, a entidade justificou que ela “precisa ser implementada, garantindo o equilíbrio do sistema para as gerações presentes e futuras”. Já em relação à reforma tributária, os empresários do setor demonstraram temor de que seja criado um novo imposto e lembrou que a sociedade brasileira “já arca com uma das maiores cargas tributárias do mundo”.

Saiba mais
Edição: Davi Oliveira





sábado, 6 de outubro de 2018

Nova realidade


Poupança tem melhor captação da história para meses de setembro
Publicado em 04/10/2018 - 15:54
Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil Brasília




Pelo sétimo mês seguido, a caderneta de poupança continuou a atrair o interesse dos brasileiros. Em setembro, a captação líquida – depósitos menos retiradas – somou R$ 8,54 bilhões, informou hoje (4) o Banco Central. O resultado é o melhor para meses de setembro desde o início da série histórica, em 1995.

No acumulado do ano, a poupança continua registrando desempenho positivo. De janeiro a setembro, a caderneta teve captação líquida de R$ 25,5 bilhões. Esse foi o melhor resultado para o período desde 2013, quando a aplicação tinha registrado captações líquidas de R$ 48,95 bilhões nos nove primeiros meses do ano.

Até 2014, os brasileiros depositavam mais do que retiravam da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrirem dívidas, num cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

Em 2015, R$ 53,57 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões. A tendência inverteu-se em 2017, quando as captações excederam as retiradas em R$ 17,12 bilhões.
A poupança voltou a atrair recursos mesmo com os juros em níveis baixos. Isso porque o investimento garantiu novamente rendimentos um pouco acima da inflação. Nos 12 meses terminados em setembro, a poupança rendeu 4,5%. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)-15, que funciona como uma prévia da inflação oficial, acumula 4,28% no mesmo período. Amanhã (5), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o IPCA cheio de setembro.
Edição: Fábio Massalli

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Caminhando novamente



MARCENEIROS TOMAM CAFÉ DA MANHÃ JUNTOS

Reconciliação, união e transparência










Pela primeira vez na história da cooperativa dos moveleiros o grupo reuniu-se num café da manhã, farto, muito bom.  Os procedimentos de praxe para uma grupo dolorosamente dividido com a chegada da madeira do Convenio Vale. Problemas que existem desde a fundação, pela forma autocrática em que foi necessário os primeiros tempos. Todas as diretorias que passaram lutaram muito para acertar, buscaram soluções.

Com a troca de comando – a saída do presidente histórico e a entrada de um novo grupo totalmente sintonizado com as duras transformações que serão necessárias para se obter uma ruptura com o passado, baseado no “jeitinho”, na apropriação da cooperativa, para um sistema aberto, profissional, autônomo e colaborativo, as tensões ficaram à flor da pele.

Dihonata Bernardes, o visionário proprietário de Good Portas, preparado para exercer a liderança, apoiado por Edvalci e tendo o suporte total da Coordenação do Polo, Sr. Mendes, resolveram fomentar essa união com o programa CAFÉ DA MANHA NO POLO, mensal:

- nesse primeiro café seremos nós e nossas diferenças – ainda bem que diferenças internas, próprias de uma família ainda desconfiada, mas logo será para realmente famílias, quando começar a se perceber os benefícios de uma gestão profissional, com mudanças que cortam no osso.

Há discordâncias como em todos os grupos, mas há sobretudo firmeza na condução do novo processo de gestão. A madeira está para descer e dessa vez será feito com mais transparência e inclusão em todo o processo de serragem e distribuição.

Logo todos aproveitaram as delicias servidas e foram ao trabalho. Segundo o Sr. Mendes, gestor público do Polo, a prefeitura municipal, através da SEDEN e do seu Secretário, Sr. Isaias de Queiroz França. Confirma que ele colocado ali à disposição para ajudar no que for necessário no desenvolvimento do Polo Moveleiro de Parauapebas.



Vários processos estão em andamento e vão surpreender a todos quanto a organização, contexto administrativo e financeiro, gestão, planejamento e desenvolvimento, salienta ambos os gestores, Dihonata e Mendes. Edvalci saiu mais cedo, mas configura-se como o fiel tesoureiro em três gestões, portanto homem de confiança no processo.
Participamos e vibramos com as mudanças em curso e reiteramos nosso apoio incondicional ao pessoal moveleiro e marceneiros. 





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