terça-feira, 24 de maio de 2016

Avanços na captação solar



Célula solar bate recorde previsto para 2050

Redação do Site Inovação Tecnológica -  24/05/2016





Célula solar multijunção bate recorde com 34,5% de eficiênciaCélulas monojunção de silício e de tripla junção de outros semicondutores são montadas ao redor de um prisma para eficiência máxima. [Imagem: Rob Largent/UNSW]


Ranking da energia solar
Há poucos dias, cientistas honcongueses viraram manchete quando bateram um recorde mundial ao construir uma célula solar com 25,5% de eficiência.

Talvez agora seja necessário rever o tamanho das manchetes: uma equipe da Austrália triturou aquele recorde, chegando a 34,5% de eficiência, o que é próximo do limite teórico de rendimento do tipo de célula solar com que eles estão trabalhando.

Mark Keevers e Martin Green construíram uma célula solar de quatro junções e a incorporaram dentro de um prisma, montando um módulo de 28 cm² que atingiu 34,5% de eficiência sob luz natural, sem lentes para concentrar a luz do Sol.

"Um estudo recente do instituto alemão Agora Energiewende estabeleceu um alvo agressivo de 35% de eficiência para 2050 para um módulo que use luz não concentrada, como esses usados nas residências. Ou seja, no campo da eficiência das células solares as coisas estão se movendo mais rápido do que muitos especialistas previam, e isto é muito bom para a energia solar," disse Green.

Antes do recorde da semana passada - de 25,5% da equipe de Hong Kong - a bola estava com a empresa norte-americana Alta Devices, que fabricou um painel de 800 cm² com 24% de eficiência. Embora o módulo da equipe australiana seja muito menor - 28 cm² - os pesquisadores afirmam que não há impedimentos para fabricá-lo em dimensões maiores.

Célula de múltiplas junções
O módulo fotovoltaico construído pela equipe australiana combina um prisma com uma célula solar de silício comum sobre uma face e uma célula de tripla junção sobre a outra - daí a referência a quatro junções.

A célula de tripla junção captura diferentes comprimentos de onda da luz solar recebida graças a uma combinação de três camadas semicondutoras: índio-gálio-fosfeto, índio-gálio-arsenieto e germânio.

Conforme a luz solar passa através de cada camada, a energia é extraída pela junção individual no comprimento de onda mais eficiente, enquanto a parte não utilizada da luz passa para a camada seguinte, e assim por diante.

Uma parte da banda infravermelha não capturada pela célula de tripla junção é filtrada e enviada de volta pelo prisma para a célula de silício, permitindo assim extrair quase toda a energia de cada feixe de luz solar que atinge o módulo.

Recordes de células solares
Os recordes de eficiência das células solares são um campo de estudo por si só, tamanha é a diversidade de tipos e tecnologias usadas para conversão da luz solar em eletricidade. Além disso, cada uma delas pode funcionar sob luz natural - 1 sol - ou usando diferentes tipos de lentes para concentração da luz.

Este recorde é significativo porque está uma geração à frente na linha de desenvolvimento dos painéis solares fotovoltaicos à base de silício que estão no mercado.

O desafio para passar das atuais células solares de junção única para as células solares multijunção é que elas são mais difíceis de fabricar e, desta forma, custariam bem mais caro do que as atuais.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Virão em Parauapebas? Tem casa sobrando



Operação da Polícia Federal investiga fraude de cerca de R$ 220 milhões no Minha Casa Minha Vida
Esquema envolve construtoras, funcionários da Caixa, contadores e compradores de unidades no município de Teotônio Vilela, em Alagoas
Luísa Cortés, do Portal PINIweb
28/Abril/2016
 








A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (28) a Operação Cabala, que tem como objetivo a desarticulação da associação criminosa responsável por lesar a Caixa Econômica Federal por meio do programa habitacional Minha Casa Minha Vida (MCMV). Um grupo de construtoras, empregados do banco, contadores, servidores públicos e compradores das casas teriam desviado, aproximadamente, R$ 220 milhões.

Na operação, cerca de 200 policiais federais deram cumprimento a 27 mandados de busca e apreensão e 27 mandados de sequestro, com inquirição de 40 envolvidos. Estão sendo conduzidos para prestar depoimento cinco empregados da Caixa, 11 donos de construtoras e quatro contadores. A Polícia Federal não divulgou quais construtoras estão envolvidas com o esquema.

A fraude consiste na construção de quase duas mil casas no município de Teotônio Vilela, em Alagoas, e a sua venda posterior com subsídio oferecido pelo MCMV. Os donos das empresas ofereciam dinheiro para que as pessoas comprassem as casas e incluíssem a vantagem indevida no valor venal dos imóveis.

Os compradores das casas não teriam renda suficiente para conseguir o financiamento imobiliário. Eles aceitavam comprar as casas pela vantagem financeira (valores entre R$ 1 mil a R$ 3 mil). Um conjunto residencial inteiro foi depredado pelos compradores devido ao não pagamento dessa quantia pelos construtores.

As investigações também mencionam indícios de que os funcionários da Caixa tenham liberado financiamentos imobiliários após o recebimento de dinheiro indevido, já que alguns dos compradores não preenchem os requisitos para a aquisição. Os contadores, por sua vez, teriam produzido Declarações de Comprovantes de Renda (DECORE) falsos, a pedido dos construtores. O objetivo era burlar as exigências da Caixa, e conseguir a liberação dos financiamentos.

Agora, a PF deve ouvir os funcionários da prefeitura de Teotônio Vilela e responsáveis pela concessão das licenças de construção e do "habite-se". Além disso, serão ouvidos engenheiros responsáveis pela avaliação dos imóveis.

Os crimes pelos quais os investigados podem responder são quadrilha, falsidade ideológica, uso de documento falso, corrupção ativa, corrupção passiva e estelionato qualificado. Alguns veículos dos envolvidos foram apreendidos, e mais tarde, alienados, a fim de amenizar o prejuízo sofrido pela Caixa.

À imprensa, a Caixa declarou:
"Com relação à operação 'Cabala' deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (28), a CAIXA informa que a fraude foi identificada pelo próprio banco por meio de mecanismos de controle interno.
A CAIXA encaminhou notícia-crime à Policia Federal para apuração da ação e submeteu os empregados envolvidos a processo de apuração interna, que já resultou em demissões e suspensões.
O banco ressalta ainda que continua contribuindo integralmente para investigações dos órgãos competentes".
 

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Manter a construção segura



Fim das infiltrações
Veja como diagnosticar e orçar serviços para acabar de vez com os problemas de umidade






Com a chegada do verão e das chuvas, aumenta o número de chamados para tratar infiltrações e o aparecimento de umidades nas paredes. E não adianta ir à casa do cliente para maquiar o problema: antes de restaurar a área danificada, identifique a patologia, para saber qual o melhor remédio. Isso porque, em alguns casos, basta ajustar telhas levantadas pelo vento. 

Em outros, são as esquadrias que não estão bem vedadas, ou as instalações hidráulicas antigas que provocam vazamentos parede afora. Por fim, a única solução poderá ser impermeabilizar pisos e paredes, se estiverem em contato direto com solos muito encharcados. Entendeu o drama? Então, o primeiro passo é tirar a lupa do bolso, e investigar o caso. 

Ela vem de baixo
A chamada umidade ascendente ocorre quando o solo do terreno é muito encharcado – ou porque está próximo de um rio ou córrego, ou porque absorve muita água da chuva. A água penetra pelas fundações, subindo por contrapisos e paredes das casas, e aparece nos ambientes internos quando a construção não é impermeabilizada: pintura e reboco descascam, ou soltam-se em placas, podendo até mesmo danificar móveis e a saúde de quem vive no espaço. 

Se a umidade vier do solo, vai aparecer no pé das paredes, junto ao piso. Se aparecer no meio delas, é porque a construção está encostada num barranco, por onde a água também jorra. Por eliminação, os outros casos são bem mais simples de identificar: umidades perto do forro indicam problemas no telhado. Se for próximo a portas e janelas, é a vedação das esquadrias que está falhando. Já nas paredes de cozinhas e banheiros, poderá haver algum cano rompido. Mas, se com tudo isso você ainda não conseguiu descobrir de onde vem a umidade, é preciso verificar as condições do local, como iluminação e ventilação naturais. Na insuficiência desses recursos, o mofo mostra a cara. Então, fique atento para não confundir falta de luz e de vento em ambientes fechados e sem janelas, com umidades ascendentes. 

Pesquise a fundo
Outras perguntas precisam ainda ser respondidas: Há quanto tempo a casa foi construída? Quando surgiram as primeiras umidades? Os vizinhos têm o mesmo problema? O terreno é alagadiço? Há bom escoamento de águas da chuva? Há vizinhos com terreno em nível mais alto? A parede com vazamento é interna, ou divisa com a casa do vizinho? – são exemplos de como chegar na resposta certa! 

Depois de analisar o caso, é hora de planejar os serviços. Se puder, faça um desenho dos ambientes da casa, indicando a altura máxima do foco de umidade, a altura mínima da parede a ser impermeabilizada, o nível da terra encostada no lado externo da parede e o desnível da edificação em relação a casas vizinhas, se houver. O tipo de umidade e o estado da pintura e do reboco vão indicar o que fazer. Assim, se a umidade estiver bem impregnada – com reboco esfarelando, destacando ou umedecido, a solução será aplicar argamassa polimérica diretamente sobre a alvenaria, e depois pintar, ou refazer o reboco com argamassa e aditivos impermeabilizantes. 

Confira no Mapa da Obra qual o produto Votomassa mais adequado ao reparo. Se a umidade for pouco impregnada – bolhas, manchas e mofos apenas na massa corrida ou sobre a camada de pintura, o indicado é aplicar nova tinta impermeabilizante, diretamente sobre o reboco seco e intacto. 

Cálculo do orçamento
Por fim, calcule o preço dos serviços. Considere sempre que a área de tratamento se estende pelo menos 50 cm além do foco de umidade, em todo o seu entorno. Meça então a largura e a altura da superfície a tratar, multiplique os valores encontrados, e tenha uma área aproximada a trabalhar – para saber a quantidade necessária de materiais. 

Você precisará de 1 kg de argamassa polimérica para uma demão, a cada metro quadrado de área danificada. Como é preciso aplicar três demãos de massa, multiplique o valor encontrado por três – cada saco do produto tem 18 kg. Quem precisa comprar aditivos impermeabilizantes consome 200 ml do produto para cada saco de cimento de 50 kg. Assim, a quantidade de aditivo dependerá do volume de cimento a usar para fazer o novo reboco. Os aditivos são vendidos em baldes (18 kg), frascos (1 kg) e sachês (100 g), entre outras opções. 

Se precisar de ajuda nos cálculos, não se esqueça da Calculadora Votomassa e vá à opção “Impermeabilização”, para usar a Votomassa Membrana Impermeabilizante. Por fim, inclua no orçamento o valor da sua mão de obra, lembrando de oferecer ao cliente duas opções: uma só pelos serviços de reparo das paredes, e outra que inclua, além desses serviços, a compra dos materiais necessários. Boa sorte, e mãos à obra!