sábado, 6 de outubro de 2018

Nova realidade


Poupança tem melhor captação da história para meses de setembro
Publicado em 04/10/2018 - 15:54
Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil Brasília




Pelo sétimo mês seguido, a caderneta de poupança continuou a atrair o interesse dos brasileiros. Em setembro, a captação líquida – depósitos menos retiradas – somou R$ 8,54 bilhões, informou hoje (4) o Banco Central. O resultado é o melhor para meses de setembro desde o início da série histórica, em 1995.

No acumulado do ano, a poupança continua registrando desempenho positivo. De janeiro a setembro, a caderneta teve captação líquida de R$ 25,5 bilhões. Esse foi o melhor resultado para o período desde 2013, quando a aplicação tinha registrado captações líquidas de R$ 48,95 bilhões nos nove primeiros meses do ano.

Até 2014, os brasileiros depositavam mais do que retiravam da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrirem dívidas, num cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

Em 2015, R$ 53,57 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões. A tendência inverteu-se em 2017, quando as captações excederam as retiradas em R$ 17,12 bilhões.
A poupança voltou a atrair recursos mesmo com os juros em níveis baixos. Isso porque o investimento garantiu novamente rendimentos um pouco acima da inflação. Nos 12 meses terminados em setembro, a poupança rendeu 4,5%. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)-15, que funciona como uma prévia da inflação oficial, acumula 4,28% no mesmo período. Amanhã (5), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o IPCA cheio de setembro.
Edição: Fábio Massalli

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Caminhando novamente



MARCENEIROS TOMAM CAFÉ DA MANHÃ JUNTOS

Reconciliação, união e transparência










Pela primeira vez na história da cooperativa dos moveleiros o grupo reuniu-se num café da manhã, farto, muito bom.  Os procedimentos de praxe para uma grupo dolorosamente dividido com a chegada da madeira do Convenio Vale. Problemas que existem desde a fundação, pela forma autocrática em que foi necessário os primeiros tempos. Todas as diretorias que passaram lutaram muito para acertar, buscaram soluções.

Com a troca de comando – a saída do presidente histórico e a entrada de um novo grupo totalmente sintonizado com as duras transformações que serão necessárias para se obter uma ruptura com o passado, baseado no “jeitinho”, na apropriação da cooperativa, para um sistema aberto, profissional, autônomo e colaborativo, as tensões ficaram à flor da pele.

Dihonata Bernardes, o visionário proprietário de Good Portas, preparado para exercer a liderança, apoiado por Edvalci e tendo o suporte total da Coordenação do Polo, Sr. Mendes, resolveram fomentar essa união com o programa CAFÉ DA MANHA NO POLO, mensal:

- nesse primeiro café seremos nós e nossas diferenças – ainda bem que diferenças internas, próprias de uma família ainda desconfiada, mas logo será para realmente famílias, quando começar a se perceber os benefícios de uma gestão profissional, com mudanças que cortam no osso.

Há discordâncias como em todos os grupos, mas há sobretudo firmeza na condução do novo processo de gestão. A madeira está para descer e dessa vez será feito com mais transparência e inclusão em todo o processo de serragem e distribuição.

Logo todos aproveitaram as delicias servidas e foram ao trabalho. Segundo o Sr. Mendes, gestor público do Polo, a prefeitura municipal, através da SEDEN e do seu Secretário, Sr. Isaias de Queiroz França. Confirma que ele colocado ali à disposição para ajudar no que for necessário no desenvolvimento do Polo Moveleiro de Parauapebas.



Vários processos estão em andamento e vão surpreender a todos quanto a organização, contexto administrativo e financeiro, gestão, planejamento e desenvolvimento, salienta ambos os gestores, Dihonata e Mendes. Edvalci saiu mais cedo, mas configura-se como o fiel tesoureiro em três gestões, portanto homem de confiança no processo.
Participamos e vibramos com as mudanças em curso e reiteramos nosso apoio incondicional ao pessoal moveleiro e marceneiros. 





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terça-feira, 21 de agosto de 2018

Moveleiros, vejam


Madeira artificial feita de plástico

Redação do Site Inovação Tecnológica -  20/08/2018





Ilustração do processo e fotos de toquinhos de madeira artificial de plástico. [Imagem: Zhi-Long Yu et al. - 10.1126/sciadv.aat7223]

Madeira de plástico
A madeira é um dos materiais mais utilizados pela humanidade não apenas por estar largamente disponível e ser renovável, mas também por apresentar uma grande resistência aliada a uma baixa densidade.
Agora, químicos da Universidade de Ciência e Tecnologia da China desenvolveram uma técnica biomimética para fabricar "madeira de plástico".
Mas se os plásticos representam um grande problema em relação ao meio ambiente, qual seria a vantagem de fabricar madeira artificial de plástico?
Zhi-Long Yu e seus colegas destacam pelo menos quatro: a madeira artificial não apodrece, é mais leve, apresenta melhor isolamento termal e pode ser fabricada com polímeros retardantes de fogo, como os usados nos revestimentos de fios e cabos elétricos.
"As madeiras poliméricas artificiais destacam-se mesmo em relação a outros materiais sintéticos, tais como materiais cerâmicos celulares e aerogéis, em termos de resistência específica e propriedades de isolamento térmico. Como uma espécie de material de engenharia biomimética, esta nova família de madeiras poliméricas bioinspiradas tem potencial para substituir a madeira natural em usos em ambientes agressivos," escreveu a equipe.

Estrutura interna da madeira artificial, imitando a estrutura celular da madeira natural. [Imagem: Zhi-Long Yu et al. - 10.1126/sciadv.aat7223]

Como fabricar madeira artificial
As madeiras poliméricas bioinspiradas foram fabricadas com uma matriz de polifenóis, criando microestruturas celulares semelhantes às da madeira por meio de um processo de automontagem e termocura das resinas.
As resinas termoplásticas líquidas são inicialmente congeladas para preparar um "corpo verde". Nesse processo, as moléculas passam por um processo de automontagem, que produz microestruturas que imitam a estrutura celular da madeira. A seguir, o material passa por uma termopolimerização para endurecer e produzir as madeiras poliméricas artificiais.
As madeiras artificiais têm uma grande semelhança com as madeiras naturais nas estruturas celulares em mesoescala e o processo permite controlar o tamanho dos poros e a espessura da parede para dosar a densidade e a resistência desejadas. De acordo com a equipe, o material apresenta propriedades mecânicas similares às da madeira real, ao contrário de tentativas anteriores, além de ser leve e de alta resistência.
A técnica também poderá ser utilizada partindo de outros nanomateriais, tais como nanofibras de celulose e óxido de grafeno.
Bibliografia:

Bioinspired polymeric woods
Zhi-Long Yu, Ning Yang, Li-Chuan Zhou, Zhi-Yuan Ma, Yin-Bo Zhu, Yu-Yang Lu, Bing Qin, Wei-Yi Xing, Tao Ma, Si-Cheng Li, Huai-Ling Gao, Heng-An Wu, Shu-Hong Yu
Science Advances
Vol.: 4, eaat7223
DOI: 10.1126/sciadv.aat7223 




domingo, 29 de julho de 2018

A luta dos moveleiros de Parauapebas



UM BOM CONVENIO PARA OS MOVELEIROS











Assistimos em toda a mídia há quase um ano atrás que a VALE finalmente, após dez anos de negociações, cedera um lote de 2000 m3 de madeira de supressão para o Polo. Alegria total depois de tanta luta e a total incompreensão do porque tanta demora se a empresa poderia estar vendendo por preço modico como ela sempre vendera ao longo desses anos para diversas empresas.

O Polo Moveleiro é propriedade da Prefeitura Municipal que o administra e tem até uma divisão na sua estrutura administrativa, mas na verdade quando se chega ali percebe- se o relativo abandono em suas ruas repletas de mato e de resíduos de madeira, sem sinalização e até com uma “invasão” de novos proprietários que ficaram de fora da entrega dos lotes há décadas.

A Cooperativa existe desde 1993 e ainda não realizou seu papel de emponderar e liderar a setor moveleiro de Parauapebas rumo a definição de móvel rustico e manual ou móvel industrial e de alto valor agregado. Não se sabe ainda o que produzir.

E mesmo os terrenos sendo cedidos em comodato erroneamente a cada empreendedor, não se conteve sua invasão como área de residências devido a insegurança daqueles empresários de deixar ali suas maquinas e equipamentos e correrem o risco de perder tudo.

Soma-se a exigência e tratamento do meio ambiente de cobrar de todos ali o mesmo que cobra de todas as empresas que lidam com madeira e necessitam ocupar grandes espaços, com o alvará dos galpões chegando a mais de dois mil reais e a exigência a cada associado de toda a documentação para licenciamento ambiental.

Na verdade a doação da area foi o basta para se buscar o pleno desenvolvimento da movelaria local. Com a chegada da madeira, em tese “doada”, esperou-se que rapidamente o polo deslanchasse.

Ora ninguém sabia ou sabe os problemas do Polo. Não há política municipal ou local que apoie e ajude o Polo Moveleiro a gerar emprego e renda como pode e deve ser um Distrito Moveleiro que é administrado junto ao poder municipal e tem como principal parceiro a VALE.

É UM MOMENTO especial que todos ali estão atravessando. Torcemos para que superem e consigam, com a garra que sempre tiveram, reencontrar o caminho da gestão responsável e transparente e do lucro para todos os associados.

Não tem capacidade de gerar emprego e renda sem capital. Apenas a madeira não basta, precisa avançar.