quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Pra valer vamos ter que impor


Lei de autenticação de documentos: conheça as novas regras e veja o que mudou
Por Portal de Assinaturas Certisign - 22/08/2019
7 minutos para ler


Você sabia que desde o fim de 2018 a Lei de Autenticação de documentos promete facilitar a vida das pessoas, reduzindo a necessidade de idas e vindas a cartórios, tanto para fazer o reconhecimento de firma quanto para autenticação de documentos? Também chamada de Lei da Desburocratização, as novas regras preveem, ainda, que os órgãos governamentais dispensem a exigência de apresentação de alguns documentos em seus processos.

Deseja entender melhor sobre essa legislação e saber exatamente quais são os seus direitos a partir de agora? Então, leia este artigo até o final. Você vai ver que ela já facilita muitos processos, mas que ainda faltam alguns detalhes em sua regulamentação para favorecer ainda mais as empresas.

O que é autenticação de documentos e reconhecimento de firma?
Antes de entrarmos nos detalhes sobre a Lei de Autenticação de Documentos, vamos passar rapidamente por alguns conceitos importantes para você entendê-la melhor. Afinal, o que é o reconhecimento de firma? A firma é a sua assinatura pessoal, para que haja o reconhecimento de sua autenticidade, você deve ir até um cartório e pedir a abertura da firma em seu nome.

Assim, será coletada a sua assinatura em um documento, com todas as possíveis variáveis dela. O arquivamento, atualmente, é feito digitalmente — antigamente eram guardadas fisicamente em grandes arquivos que ocupavam espaço imenso nos estabelecimentos. Cada vez que você tinha que assinar um documento, precisava voltar ao cartório e fazer o reconhecimento da firma, ou seja, comprovar sua autenticidade.

Esse processo já foi muito facilitado com a criação das assinaturas digitais, que têm a mesma validação jurídica. Sua segurança é garantida pela pelo uso de certificado digital, tornando os processos menos burocráticos e mais econômicos.

Já a autenticação de cópias de documentos segue princípio semelhante. Isso porque você leva o documento original ao cartório e o tabelião carimba e assina, após fazer a conferência, dando a garantia de que aquela cópia é fiel ao documento original.

Quando a Lei de Autenticação de Documentos entrou em vigor e quais seus objetivos?
A Lei 13.726/18, ou Lei da Desburocratização, foi sancionada em outubro de 2018 e já está em vigor. Com ela, o poder de autenticar a cópia de um documento deixa de ser apenas dos cartórios, pois transfere ao servidor público o direito de garantir que o documento recebido é fiel ao seu original.

Isso elimina uma série de custos ao cidadão, como o deslocamento ao cartório para a realização desses trâmites e o pagamento de taxas referentes a eles. Além disso, o tempo passa a ser otimizado, pois as pessoas não terão mais de enfrentar filas para o atendimento no cartório sempre que precisarem desse serviço.

O objetivo da nova Lei de Autenticação de documentos, portanto, é claro. Com ela, grande parte dos processos envolvendo reconhecimento de firma e autenticação de documentos nos órgãos públicos será desburocratizada, tornando o serviço mais ágil.

O que mudou com a nova legislação?
Na prática, a Lei de Autenticação de Documentos promove mudanças no atendimento oferecido pelos órgãos públicos em todo o Brasil. Com ela, os servidores não poderão mais exigir dos cidadãos as seguintes coisas registradas abaixo.

Reconhecimento de firma
Ela passa a ser válida sem a necessidade de ir ao cartório, desde que a pessoa assine o documento diante do funcionário público com a apresentação de um documento de identidade para que seja feita a comparação das assinaturas.

Cópia autenticada de documentos
O cidadão deve levar o documento original e a cópia para que a exigência de ir ao cartório seja dispensada. A comprovação de que a cópia é fiel ao documento original poderá ser feita pelo servidor público.

Apresentação da Certidão de Nascimento
Caso a pessoa apresente o seu documento de identidade original, os servidores públicos não poderão mais exigir a apresentação da Certidão de Nascimento — que antes precisava ser retirada no cartório, atualizada. Os documentos que substituem a certidão são:
  • Carteira de Identidade (RG);
  • Título de Eleitor;
  • Carteira de Trabalho;
  • Certificado de Isenção ou de Prestação de Serviço Militar;
  • Identidade expedida por conselho regional de fiscalização profissional;
  • Passaporte;
  • Identidade funcional expedida por órgão público.
Apresentação de Título de Eleitor
A partir da publicação da Lei da Desburocratização, esse documento passa a ser exigido somente para votar durante as eleições ou para registrar candidatura a algum cargo eletivo.

Autorização com firma reconhecida para embarque de menor de idade
Antes, para embarcar em um ônibus ou avião durante uma viagem, crianças e adolescentes menores de 18 anos precisavam apresentar um documento com a autorização dos pais, com firma reconhecida em cartório. Agora, se eles estiverem presentes no embarque, portando seus documentos de identidade, isso não é mais necessário.

A dispensa do reconhecimento de firma em órgãos públicos será aceita caso o servidor consiga comparar a assinatura do cidadão no momento da entrega com a firma presente em seu documento de identidade. Já as cópias não precisarão mais ser autenticadas se a original for levada também para fazer a comparação.

Caso o servidor não consiga, por alguma razão, comprovar que a documentação está regularizada, ainda há uma solução: o cidadão poderá fazer uma declaração em que atesta a veracidade das informações, assinando-a na presença do funcionário. Como em todas as declarações falsas, poderá sofrer sanções penais, administrativas e civis.
Há algumas exceções previstas em lei a essas regras:
  • informações sobre pessoa jurídica;
  • certidões de antecedentes criminais;
  • outras documentações exigidas por legislação específica.
Quais as vantagens e desvantagens da nova lei?
Com a nova legislação, procedimentos administrativos realizados dentro dos órgãos públicos serão simplificados. Isso porque a lei permite a criação de grupos de trabalho dentro dos órgãos governamentais para estudar se há exigências desnecessárias que podem ser inseridas na regulamentação para desburocratizar ainda mais o serviço.

Outra vantagem é a criação do Selo de Desburocratização e Simplificação. Com ele, o governo pretende premiar as iniciativas e projetos, tanto públicos como privados, que ajudem a melhorar e otimizar o atendimento ao cidadão nos órgãos públicos. Ele será concedido, anualmente, aos projetos que visem:
  • racionalização de procedimentos administrativos;
  • ganhos sociais;
  • diminuição do tempo de espera nas filas para atendimento ao cidadão;
  • redução de exigências e formalidades desnecessárias;
  • criação de soluções e inovações tecnológicas que possam ser aplicadas nos órgãos públicos para a desburocratização.
Desvantagens
A Lei da Desburocratização, certamente, vai beneficiar muito os cidadãos que precisam apresentar documentação em órgãos públicos. Mas para as empresas, ainda falta regulamentação para que elas também tenham vantagens com as mudanças.

Isso porque a abertura e o registro de negócios ainda demandam a exigência de reconhecimento de firma dos sócios. Isso também vale para que sejam feitas alterações no Contrato Social das empresas.

Podemos ver que a Lei de Autenticação de Documentos já oferece um grande avanço no sentido de tornar os serviços oferecidos por órgãos públicos ao cidadão menos burocráticos. O país tem atuado, cada vez mais, no uso das inovações tecnológicas para facilitar a vida da população nesse sentido e, nos próximos anos, a tendência é de que mais processos possam ser feitos digitalmente, reduzindo a necessidade do uso de papel e eliminando custos desnecessários.

O que achou deste artigo? Ele ajudou você a esclarecer suas dúvidas sobre a nova legislação? Aproveite para entender com mais detalhes, também, qual a diferença entre autenticar documentos e reconhecer firma.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Câmara mantém medida antifraude


Câmara mantém medida antifraude para concessão do BPC
Plenário preserva restrição para abono salarial
Publicado em 12/07/2019 - 00:00
Por Wellton Máximo e Heloísa Cristaldo – Repórteres da Agência Brasil Brasília







O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, durante a sessão de análise dos destaques ao texto principal da reforma da Previdência.

O Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou um destaque do partido Cidadania que retiraria da reforma da Previdência uma medida antifraude na concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Por 322 votos contra 164, os deputados mantiveram a exigência de que o benefício para idosos de baixa renda seja pago apenas a famílias com renda per capita de um quarto do salário mínimo.
Esse ponto havia sido incluído pela comissão especial na semana passada depois de negociação com o Ministério da Economia. A medida deve proporcionar economia de R$ 33 bilhões em dez anos com a redução de fraudes e o fim de questionamentos judiciais.
Autor do destaque, o líder do Cidadania, deputado Daniel Coelho (PE), mudou de ideia e desistiu da proposta. Como destaques não podem ser retirados, ele recomendou o voto favorável à manutenção da exigência na reforma.
Em seguida, o plenário rejeitou um novo requerimento de retirada de pauta proposto pela deputada Luiza Erundina (PSOL-SP). Em seguida, o Plenário rejeitou um novo requerimento de retirada de pauta proposto pela deputada Luiza Erundina (PSOL-SP). A Câmara também derrubou, 326 votos a 164, um destaque do PSOL para retirar a restrição do pagamento do abono salarial a empregados formais que ganham até R$ 1.364,43.
Atualmente, o benefício é pago a trabalhadores de carteira assinada que recebem até dois salários mínimos. A proposta original do governo pretendia limitar o benefício a quem ganha apenas o salário mínimo, atualmente em R$ 998.
Policiais
No momento, a Câmara discute uma emenda aglutinativa do Podemos que suaviza as regras de aposentadoria para policiais e agentes de segurança que servem à União. Depois de um acordo, uma emenda semelhante do PDT foi retirada.
Na quarta-feira (10), o líder da maioria, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), confirmou um acordo para diminuir as idades mínimas para 53 anos (homens) e 52 anos (mulheres), com pedágio de 100% em relação ao tempo de contribuição. Dessa forma, quem se aposentaria em três anos pelas regras atuais teria de trabalhar seis anos para ter direito ao benefício.




Acordo

Líderes de alguns partidos concordaram em formar um bloco para unificar as orientações de voto, para acelerar a sessão. Em alguns casos, o bloco abrirá mão de encaminhar a orientação única.
A discussão dos destaques começou por volta das 17h30 e só vai terminar na madrugada desta sexta (12). Os deputados ainda têm 10 destaques e emendas para votar. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), prevê encerrar a votação em segundo turno na sexta-feira à noite ou na manhã de sábado (13).

Mais cedo, a Câmara tinha aprovado uma emenda aglutinativa do Democratas que aumenta a aposentadoria para as trabalhadoras da iniciativa privada e que amenizava as regras de pensão por morte, permitindo que viúvos e viúvas recebam um salário mínimo de pensão caso não tenha outra fonte formal de renda.

O plenário também rejeitou um destaque do PSB que pedia a retirada de uma exigência que prejudicaria trabalhadores intermitentes e safristas. O texto-base prevê que contribuições inferiores a um valor mínimo mensal possam ser definidas fora da Constituição, abrindo brecha para que contribuições abaixo do piso sejam desconsideradas da contagem de tempo para a aposentadoria.

Saiba mais


Edição: Denise Griesinger




quarta-feira, 12 de junho de 2019

Reforma da Previdência


Bolsonaro diz estar confiante na aprovação da reforma da Previdência
Em São Paulo, presidente se reuniu com governador João Doria
Publicado em 11/06/2019 - 17:03
Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil São Paulo




O presidente Jair Bolsonaro se reúne com o governador de São Paulo, João Doria, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, na capital paulista.
O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse hoje (11), em São Paulo, que está otimista com a aprovação da reforma da Previdência pelo Congresso Nacional. A afirmação foi feita a jornalistas após reunião com o governador de São Paulo, João Doria, no Pavilhão das Autoridades do Aeroporto de Congonhas, na capital paulista. O ministro da Fazenda, Paulo Guedes, participou da reunião.
“Estou otimista pela aprovação da reforma da Previdência e com quase nada sendo desidratado”, disse o presidente a jornalistas. “Após isso aí [a aprovação da reforma], como o ministro [da Fazenda] vem falando, [teremos] um choque de boas notícias. Acredito que, sem traumas, aprovaremos a nova Previdência”.
Questionado sobre a inclusão de estados e municípios na reforma, o presidente respondeu que isso ainda está uma “interrogação dentro do Parlamento”, mas que “gostaria que todo mundo fosse incluído e fosse uma reforma única”. “Mas, em grande parte, quem vai decidir isso aí é o Parlamento brasileiro”, disse o presidente.
Para Bolsonaro, a reunião dos governadores hoje em Brasília foi “frutífera, oportuna, bem-vinda para o momento crucial que o Brasil se encontra”. “Hoje estamos comemorando a batalha do Riachuelo e nossa batalha do Riachuelo será a reforma da Previdência”. 
Créditos suplementares
Sobre os créditos suplementares, Bolsonaro disse acreditar que, entre hoje e amanhã (12), a liberação possa ser aprovada pelo Congresso. Nesta terça-feira, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou o projeto de crédito suplementar (PLN 4/19), que concede ao Executivo autorização para quitar, por meio de operações de crédito, despesas correntes de R$ 248,9 bilhões. O PLN 4/19 segue para votação, ainda nesta tarde, dos deputados e senadores em sessão do Congresso Nacional.

“Sabemos que, sem aprovação, esse PLN 04, não é que vamos cortar ou não se queira pagar, mas não vamos ter recurso para pagar pessoas que necessitam como os beneficiados do Bolsa Família ou do BPC [Benefício de Prestação Continuada].
 E problemas virão mês após mês. Não queremos isso. Isso não é do meu governo. Esse problema econômico que estamos vivendo vêm dos últimos governantes e nós queremos simplesmente honrar o compromisso exatamente com os que mais necessitam. Mas eu acredito no patriotismo do Parlamento brasileiro de que eles aprovarão esse projeto entre hoje ou amanhã”.
Bolsonaro agradeceu ao governador paulista o apoio e por ter ajudado a coordenar as bancadas dos estados para a aprovação da reforma da Previdência. “Podemos sonhar com um Brasil próspero a partir desse momento que se aproxima”, disse.
Doria
Doria manifestou, mais uma vez, seu apoio à reforma da Previdência. “Reafirmei [a Bolsonaro] que São Paulo apoia incondicionalmente a reforma da Previdência. São Paulo não coloca nenhuma condição desde o início, dado o fato da importância da reforma da Previdência para a retomada de empregos, de crescimento e de geração de oportunidades no Brasil”, disse a jornalistas. “São Paulo está junto com o governo federal para que as políticas públicas no plano econômico e no plano social possam ser bem-sucedidas, para o bem do Brasil”.
Bolsonaro deixou o local por volta das 16h15 e seguiu para um evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). 
Assista na TV Brasil: Bolsonaro diz estar confiante na aprovação da reforma da Previdência

Edição: Fábio Massalli
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sábado, 25 de maio de 2019

Economia do Brasil atual


Paulo Guedes diz que mantém excelente diálogo com Congresso
Em nota, ministro reafirma compromisso com recuperação econômica
Publicado em 24/05/2019 - 20:04
Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil Brasília









O ministro da Economia, Paulo Guedes, reiterou que mantém um “excelente diálogo” com o Congresso para aprovar a reforma da Previdência que resulte em economia de mais de R$ 1 trilhão nos próximos dez anos. Em nota oficial, ele disse ter “absoluta confiança” no trabalho do Congresso Nacional. 

No comunicado, o Ministério da Economia reafirmou o engajamento de Guedes na recuperação da economia. “O Ministério da Economia reafirma o total compromisso do ministro Paulo Guedes com a retomada do crescimento econômico do país e rechaça qualquer hipótese de que possa se afastar desse propósito”, destacou o texto.

“O Ministério da Economia reitera ainda sua absoluta confiança no trabalho do Congresso Nacional, instituição com a qual mantém excelente diálogo, para garantir a aprovação da Nova Previdência com economia superior a R$ 1 trilhão”, acrescentou a nota.

Em entrevista à revista Veja publicada hoje (24), Guedes disse que existe uma margem de negociação para que a reforma da Previdência resulte em economia de até R$ 800 bilhões em dez anos. Ele declarou que poderia renunciar ao cargo caso a reforma da Previdência não seja aprovada ou seja bastante desidratada.

No fim da tarde, o presidente Jair Bolsonaro postou uma mensagem de apoio a Guedes na rede social Twitter. Bolsonaro escreveu que a relação com Guedes está sólida. Segundo o presidente, uma parcela da mídia está tentando um desgaste entre os dois.

Edição: Denise Griesinger