domingo, 30 de abril de 2017

Precisamos de madeira!



O MITO DA MADEIRA DE SUPRESSÃO VEGETAL








A VALE manda arrancar a floresta da superfície porque oque a interessa é o subsolo. Ora, na superfície estão as arvores, os bichos, lagos, rios e pássaros. Ao suprimir a floresta, toda a sua encomenda vai para o beleléu. 

 
E não adianta falar que recolhe cobras, aranhas, veados, macacos porque moramos aqui e sabemos que não. Em mais de vinte a nos de exploração onde estão tantos bichos?

Para onde foram as águas, os pássaros? Se os seres humanos que conhecemos aqui e amamos se foram para longe quando o projeto se estabilizou, quanto mais as árvores e a bicharada. 

Adeus ecossistema, adeus ambiente. Ficou e ficara um buraco, maior que o mundo.
E os troncos das madeiras, cortadas ou suprimidas como se diz. Essa madeira jaz aos montes, apodrecendo ou a VALE a distribuindo como quer.



Lutamos para que essa madeira desça a serra. Que vire empregos e renda aqui em Parauapebas, a destruição está feita, nada se recupera. Os dólares do estrago entrarão em contas estrangeiras, bem longe daqui.

Mas há anos que a burocracia, nossos recursos e limitações, o total desencontro entre todos os agentes que deveriam patrocinar o desenvolvimento local, criam toda sorte de dificuldades e barreiras: ora é a prefeitura, o dam, a secretaria municipal do meio ambiente, a Vale, a secretaria estadual do meio ambiente, o Ibama... Sempre tem alguém que não quer ou permite aproveitarmos essa madeira e deixam-na apodrecer. Madeiras nobres e madeira de lenha. Mas sabemos separar e nada será perdido.



As fotos falam. E não é só madeira que está a perder em todas as áreas de supressão da VALE. Há sobras de minérios, de comida, de plástico, de equipamentos. Tudo amontoado no seio da floresta.



Vimos os acontecimentos de Mariana, nada foi resolvido e o gigantesco e longo Rio Doce, morto. Todos que subiram para ver o que a VALE faz com seus rejeitos localmente, testemunharam que está tudo bem. É temerário, ninguém questionou, fez recomendação...


Mas queremos a madeira. Precisamos da madeira de supressão da VALE que esta jogada, apodrecendo ou saindo em carradas para onde ninguém sabe.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Salve a natureza



Cola do bicho-da-seda captura metais nobres e contaminantes da água






Com informações da Unicamp -  07/11/2016
As partículas de sericina e alginato funcionam como um filtro, capturando os metais diluídos na água. [Imagem: Antonio Scapinetti/Unicamp]


Sericina
Além do fio de seda propriamente dito, o casulo do bicho-da-seda possui um tipo de cola, uma proteína, chamada sericina, que une os fios de seda uns aos outros, cimentando o casulo para manter sua integridade.

No processo industrial atual de beneficiamento da seda, a sericina é uma fonte de poluição das águas ou de custo adicional para o tratamento dos efluentes.

Os químicos Thiago Lopes da Silva e Meuris Gurgel da Silva, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), demonstraram agora que essa cola natural pode ter um destino mais nobre: em vez de se tornar um poluente, a sericina pode limpar a água, removendo metais tóxicos em estações de tratamento de água.

Para isso, a dupla criou partículas feitas de uma combinação de sericina com alginato, um derivado das algas marinhas. Essas partículas híbridas mostraram-se capazes de capturar da água metais tóxicos como cromo, cádmio, zinco ou chumbo. Dependendo do metal, as taxas de remoção podem chegar a mais de 99%.

Recuperação de metais nobres
O processo também funciona com metais preciosos como a prata, o ouro, o paládio e a platina, abrindo caminho para uso do processo na recuperação desses metais, em processos de mineração ou de reciclagem de materiais, onde esses metais nobres aparecem em concentrações muito baixas.

"O principal foco do nosso trabalho foi avaliar a remoção da prata porque, além de ela ser um metal nobre, e sua remoção dos efluentes apresentar benefícios econômicos, ela é tóxica quando está na forma iônica, dissolvida em água," explicou Thiago. "A prata é o metal nobre mais utilizado em processos industriais, e o crescente desenvolvimento de novos produtos que utilizam esse metal como agente bactericida, como por exemplo em materiais esportivos, faz com que a geração de efluentes que contêm o metal também aumente".

Filtragem de metais
O princípio do processo de descontaminação é semelhante à filtragem por carvão. A água contaminada com metais é colocada em contato com as partículas de sericina e alginato, e sai purificada. Os metais, que ficam capturados nas partículas, podem ser depois concentrados e reaproveitados. As partículas, após a extração do metal, podem ser reutilizadas em novos ciclos de purificação de água.

Os pesquisadores afirmam que outras equipes já vinham tentando usar apenas a sericina em pó para a recuperação de ouro e outros metais, mas a incorporação do alginato deu maior estabilidade ao composto, abrindo caminho para seu uso como filtro industrial.

"Se a gente consegue pegar uma coisa que está extremamente diluída em água, porém ainda acima do limite legal para descarte, e concentrar numa forma que viabilize a recuperação desse metal, isso é algo de grande interesse, devido ao alto valor comercial. Então, além do lado ambiental, a remoção dessa parte tóxica da água tem uma etapa de alto valor econômico", disse Thiago.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Perigo no ceu!



Asteroides próximos à Terra conhecidos chegam a 15.000
Redação do Site Inovação Tecnológica -  02/11/2016







 O asteroide próximo à Terra de número 15.000 foi chamado de 2016 TB57. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]


Perigos conhecidos
O número de asteroides próximos da Terra (NEOs: Near-Earth Asteroids) já identificados alcançou a marca dos 15.000, com uma média de 30 novas descobertas adicionadas ao catálogo a cada semana.

Esta etapa marca um aumento de 50% no número de NEOs conhecidos desde 2013, quando as descobertas atingiram a marca de 10.000, em agosto daquele ano.

O asteroide próximo à Terra de número 15.000 foi chamado de 2016 TB57. Ele foi descoberto em 13 de outubro por astrônomos do Mount Lemmon Survey, que faz parte do programa de rastreamento de asteroides financiado pela NASA - o programa da NASA, que rastreia asteroides e cometas, responde por mais de 95% das descobertas feitas até agora.

O 2016 TB57 é um asteroide pequeno - entre 16 a 36 metros pelas primeiras estimativas - que atingiu seu ponto de maior aproximação da Terra nesta segunda-feira (31 de outubro), cerca de cinco vezes a distância da Lua.

Asteroide próximo à Terra
Um asteroide próximo da Terra é definido como um corpo celeste cuja órbita periodicamente o aproxima do Sol a até cerca de 1,3 vez a distância média da Terra ao Sol - cerca de 195 milhões de quilômetros, já que a distância média da Terra ao Sol, ou uma unidade astronômica, é de cerca de 150 milhões de quilômetros. Esta distância do Sol significa que o asteroide pode se aproximar até cerca de 50 milhões de quilômetros da órbita da Terra.

Já foram identificados mais de 90% da população estimada dos grandes asteroides - aqueles maiores do que um quilômetro.

Contudo, os astrônomos estimam que apenas cerca de 27% dos asteroides próximos à Terra maiores do que 140 metros foram localizados até o momento. O Congresso dos EUA determinou que a NASA encontre mais de 90% desses objetos menores até o final de 2020.