quarta-feira, 13 de abril de 2016

Boa ideia



Lixeiras enterradas com acionamento hidráulico garantem coleta rápida e evitam acúmulo de resíduos nas vias públicas
Custo dos equipamentos, muito utilizados em praças e passeios, varia de R$ 3 mil a R$ 70 mil, segundo especialistas


Por Nathalia Barboza
Edição 56 - Março/2016




As lixeiras enterradas com acionamento hidráulico proporcionam a retirada de resíduos das vias públicas de forma higiênica, segura e rápida. Nessa solução, lixeiras com alta resistência são instaladas nos passeios, e o lixo descartado pelos usuários cai em um contêiner que fica dentro de uma caixa de concreto no subsolo, apoiado em uma plataforma. Por meio de controle remoto, a plataforma pode ser elevada até um nível acima da superfície, expondo o contêiner para que o lixo possa ser recolhido por um caminhão.

O acionamento hidráulico é muito mais simples do que outras soluções de coleta subterrânea de resíduos, como a coleta a vácuo, na qual as lixeiras são conectadas a um complexo e extenso sistema de tubos subterrâneos e a centrais de sucção. O sistema é formado por lixeiras com tampa acionável por meio de leitura de cartão com identificação por radiofrequência (RFID); uma plataforma elevatória metálica com acionamento hidráulico; contêineres; caminhões de coleta, e um software para a gestão remota de coleta, indicando quando é hora de esvaziar os recipientes de lixo no subsolo. Os contêineres soterrados reduzem o contato de usuários com o material em decomposição e contaminado. Também eliminam o mau cheiro e o risco de entupimento de bocas de lobo - algo comum quando o lixo fica depositado no chão. O custo total das lixeiras enterradas varia de R$ 3.000 a R$ 70.000, conforme o modelo e o número de bocas coletoras.

Há dois modelos principais de lixeiras subterrâneas com acionamento hidráulico. O chamado sidetainer tem contêineres de até 4.000 l e é caracterizado pela descarga lateral dos recipientes. O sistema abre uma tampa a 90º, eleva o contentor ao nível da rua, e o procedimento de troca de lixo demora aproximadamente três minutos. Já o bigtainer suporta até 20.000 l. Externamente, as lixeiras são idênticas às do sidetainer, mas a maneira de troca dos recipientes diferencia esse tipo. O contêiner é retirado a partir do guincho de um caminhão roll on roll off e substituído em 15 minutos.

O primeiro passo para instalar essa solução de coleta de lixo envolve definir o lugar e o tipo de contêiner que será adotado, além de obter a aprovação e a autorização de órgãos ambientais, secretarias de obras e de serviços e, eventualmente, consultar as concessionárias que possuem infraestrutura subterrânea nas proximidades.

A seguir, conheça mais detalhes do sistema:


1.     Caixa subterrânea

No tipo sidetainer, as dimensões padrão da caixa subterrânea, com a tampa aberta, variam de 3,21 m a 5,46 m de comprimento por 2 m de largura e 2,35 m de altura. A caixa deve ser de concreto armado e ter conexões de energia elétrica para alimentar os sistemas de RFID, de sinais sonoros e visuais acionados durante a troca de contêineres e de informações remotas emitidas à central de controle da concessionária - a disposição das conexões depende das especificações de cada projeto. O topo da estrutura da plataforma metálica deve ficar a 6 cm da superfície para facilitar o nivelamento da tampa com a cobertura do pavimento.

2.     Área externa

As dimensões recomendadas variam conforme o número de bocas coletoras, mas o caminhão tipo carga lateral requer o espaço de um leito carroçável para operar. O veículo estaciona alinhado às lixeiras.

3.     Tampa
A tampa da plataforma, com um sistema de vedação de alta performance, reduz a possibilidade de entrada d'água na estrutura subterrânea, mas o equipamento pode precisar de um sistema adicional de sucção (bomba) ou ligação com a rede fluvial. Ela também possui dispositivos sonoros e luminosos que alertam os pedestres quando a plataforma elevatória é acionada.

4.     Lixeira e contêiner
A lixeira é feita, assim como os contêineres, de aço galvanizado com pintura antipichação e antiferrugem e dura até dez anos. A abertura do equipamento é feita por meio de cartão magnético entregue a usuários cadastrados pela concessionária.

5.     Sistema hidráulico
Alimentado por energia elétrica ou pela energia do caminhão de coleta, a força hidráulica é necessária para elevar o equipamento até a superfície. Um pequeno motor hidráulico, instalado no caminhão de coleta, eleva o equipamento e retira os contêineres. Há também a operação por içamento, em que a responsável pela coleta instala um sistema de munck que eleva o contentor e o encaixa na traseira do veículo.
FONTES: Logística Ambiental de São Paulo (Loga); Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb); e Contemar Ambiental

sexta-feira, 1 de abril de 2016

É a energia natural...



CPFL Energia inicia projeto de instalação de painéis solares em 200 residências de Campinas, em São Paulo

Empresa pretende avaliar o impacto da microgeração nas redes elétricas de baixa tensão para futuramente expandi-la para outras regiões do Brasil
Luísa Cortés, do Portal PINIweb
30/Março/2016






PAULO: Olha ai pessoal do POLO. Podemos instalar para a COOPMASP, posso fazer o  projeto e buscar o financiamento. As estufas utilizariam esta energia. O meu projeto para transformar o POLO MOVELEIRO em INDUSTRIA MOVELEIRA CERTIFICADA gastaria 10 anos de trabalho. Foi feito pela EXCLUSIVA  e apresentado a PMP.  Propõe uma revolução na gestão e comercialização de móveis em Parauapebas e região.





A CPFL Energia iniciou no fim de março a instalação de painéis solares em 200 clientes residenciais e comerciais no bairro de Barão Geraldo, em Campinas, interior de São Paulo. A ação faz parte do projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) Telhados Solares, com o objetivo de avaliar o impacto da microgeração nas redes elétricas de baixa tensão e preparar a empresa para a expansão da geração desse tipo de energia no País.




O Projeto Telhados Solares tem investimento no valor de R$ 14,8 milhões e a previsão para a sua conclusão é em novembro de 2017. Para a sua execução, foi selecionado um trecho da rede elétrica de Barão Geraldo que atende a cinco mil residências e que reúne características técnicas para os testes da inserção de um grande número de usinas de geração e distribuição na rede das concessionárias.

"A intenção do projeto é estudar o impacto da inserção massiva de geração solar distribuída na qualidade do fornecimento de energia para os demais clientes que não possuem os painéis solares", explica o diretor de Estratégia e Inovação da CPFL Energia, Rafael Lazzaretti. As placas solares instaladas têm capacidade de 800 kWp, capaz de gerar 20% do consumo de energia dos clientes.

A instalação dessas placas solares representa um crescimento significativo no número de usinas de geração das oito distribuidoras da concessionária, já que hoje elas somam 95, com um total de 623,5 kWp de capacidade. Dos projetos apresentados, 64 encontram-se no Estado de São Paulo e 31 na RGE (RS), que compreende cidades como Campinas, Jundiaí e Caxias do Sul.

Informações adicionais sobre o projeto podem ser consultadas no site da CPFL.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Madeira Legal, é legal



Livro reúne resultados dos seis anos de história do Programa Madeira é Legal
Estado e a cidade de São Paulo são os maiores consumidores de madeiras tropicais do país
Kelly Amorim, do Portal PINIweb
17/Dezembro/2015







Está disponível para download gratuito a publicação Lições da Promoção da Madeira Legal e Certificada Junto ao Setor da Construção Civil, do Programa Madeira é Legal, criado pelo WWF-Brasil com o apoio do Governo do Estado de São Paulo e a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente (SVMA).

O livro registra os seis anos de história da iniciativa e mostra que, entre 64% e 80% da produção de madeira na Amazônia é proveniente de áreas desmatadas ou exploradas ilegalmente de forma insustentável. De acordo com o livro, o estado e a cidade de São Paulo são os maiores consumidores de madeiras tropicais do país, sendo que a indústria da construção civil é responsável por grande parte deste consumo.

Com 31 páginas, a publicação apresenta os principais conceitos do programa, incluindo o contexto de surgimento e o histórico de desenvolvimento do projeto, e analisa os desafios, pontos positivos e resultados da iniciativa.

O arquivo também lista os integrantes do grupo gestor do programa, as instituições envolvidas e suas atribuições e os compromissos dos governos e das entidades representantes dos setores da construção civil e da produção de madeira.

O Programa Madeira é Legal conta com a participação da Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (APEOP), da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (ASBEA), do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP) e do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCA), entre outras entidades.

Clique aqui para acessar a publicação. 

sexta-feira, 4 de março de 2016

Madeira e concreto



Corte e furo de concreto
Quais os principais cuidados a serem observados antes e durante a realização de cortes e furos em elementos estruturais de concreto armado e protendido?













Em princípio, deve ser evitado a qualquer custo o corte de armaduras, principalmente nas estruturas de concreto protendido. 

Há riscos de danos a armaduras frouxas e mesmo a cabos de protensão não só pela furação de peças, mas também pela introdução de chumbadores de expansão, pinos de aço cravados por percussão ("tiros" para fixação da guia superior de drywall) e outros. Em serviços de extração de testemunhos de concreto em obras que demandem reforço estrutural, é preciso estar atento para não romper as armaduras pela ação da serra tipo copo. 

A dureza do granito ou do basalto, agregados graúdos usualmente empregados no Brasil, é muito parecida com a do aço, o mesmo ocorrendo com as argamassas que integram os concretos de alto desempenho. Dessa forma, é quase impossível ao operador sentir a presença de armadura quando realizando o furo ou o corte, o que leva a uma única solução: consultar previamente o projeto de armação e identificar precisamente o local das armaduras mediante emprego de equipamento detector apropriado (pacômetro), que se baseia no eletromagnetismo. Durante a realização dos cortes e furações, é importante adotar medidas apropriadas de segurança no trabalho (óculos e luvas de proteção, proteção auricular etc.). 

No caso da extração de testemunhos, acima comentada, constitui boa prática obturar os vazios logo após a conclusão do serviço, empregando-se graute industrializado não retrátil. Ercio Thomaz Centro de Tecnologia do Ambiente Construído (Cetac)